terça-feira, 31 de março de 2026
FLEMING E A PENICILINA: O ACASO QUE DERROTOU A MORTE
Assista em https://youtu.be/1_j6tf2YbM4?si=LvDVKKwzPYJiw-Fv o video completo produzido para a Educa Web Radio, cujo texto está a seguir:
Alexander Fleming nasceu em 1881, na Escócia, e tornou-se um dos nomes mais importantes da medicina moderna.
Formado em medicina pela Universidade de Londres, iniciou sua carreira como microbiologista no Hospital St. Mary's, onde passou a estudar substâncias capazes de combater bactérias sem prejudicar o corpo humano.
Durante a Primeira Guerra Mundial, atuou como médico nas frentes de batalha e foi profundamente impactado pela morte de soldados por infecções graves. Essa experiência o motivou a buscar soluções mais eficazes contra microrganismos.
Nos anos 1920, Fleming realizou duas descobertas importantes. A primeira foi a lisozima, uma substância natural com ação antibacteriana.
A segunda, e mais revolucionária, ocorreu em 1928, quando observou por acaso que um fungo havia contaminado uma cultura de bactérias e impedido seu crescimento. Esse fungo, chamado Penicillium notatum, deu origem à penicilina, o primeiro antibiótico da história.
Apesar da importância da descoberta, Fleming enfrentou dificuldades para transformá-la em medicamento.
Somente anos depois, cientistas como Howard Florey e Ernst Boris Chain conseguiram purificar e produzir a penicilina em larga escala, especialmente durante a Segunda Guerra Mundial.
O impacto foi enorme: doenças antes fatais passaram a ter tratamento, salvando milhões de vidas e inaugurando a chamada “era dos antibióticos”. Em 1945, Fleming, Florey e Chain receberam o Prêmio Nobel de Medicina.
Fleming morreu em 1955, reconhecido como um herói. Sua descoberta transformou profundamente a medicina e mostrou como a observação atenta e a curiosidade podem mudar o rumo da história.
A matéria já está publicada no portal da Radio Shiga, Japão: https://www.wp.radioshiga.com/2026/04/fleming-e-a-penicilina-o-acaso-de-que-derrotou-a-morte/
A programação completa da rádio está em:
sexta-feira, 27 de março de 2026
CASABLANCA: UM AMOR EM TEMPOS DE GUERRA
Assista em https://youtu.be/NdlULjXSswA?si=R0QqDoQoT769LNKT o video completo produzido para a Educa Web Radio, cujo texto está a seguir:
Lançado em 1942, o filme Casablanca, dirigido por Michael Curtiz, que tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial apresenta uma das mais marcantes histórias de amor impossível do cinema. Em meio ao caos político e à opressão nazista, nasce e resiste um sentimento que a guerra insiste em sufocar.
A trama se passa em Casablanca, Marrocos, ponto de passagem para refugiados que tentavam escapar da Europa ocupada pelos nazistas.
Nesse ambiente vive Rick Blaine, interpretado por Humphrey Bogart, dono do Café Americain. Cético e aparentemente indiferente à guerra, Rick carrega em silêncio as marcas de um amor interrompido.
Seu passado ressurge quando Ilsa Lund, vivida por Ingrid Bergman, entra em seu café acompanhada do marido, Victor Laszlo, um líder da resistência, que fugia dos nazistas.
A presença dela reabre uma ferida jamais cicatrizada no coração de Rick: o romance vivido por ele e Ilsa em Paris foi abruptamente interrompido pela invasão alemã.
O amor entre eles é um amor proibido, não apenas pelas circunstâncias pessoais, mas pela própria guerra, que impõe escolhas cruéis. Ilsa está agora ligada a uma causa maior, ao lado de seu marido Laszlo, interpretado por Paul Henreid. Rick, por sua vez, é forçado a sufocar seus sentimentos e reconhecer que, naquele mundo devastado, amar também pode significar renunciar.
A canção “As Time Goes By”, tema do filme, tocada pelo pianista do Café, Sam, ecoa como símbolo desse amor que o tempo não apaga, mas que a realidade impede de se concretizar. Cada nota carrega a nostalgia de um passado perdido e a dor de um presente impossível.
No desfecho, o sacrifício se impõe como a mais alta forma de amor. Rick escolhe ajudar Ilsa e seu marido a fugir, abrindo mão da própria felicidade em nome de algo maior. Assim, Casablanca eterniza a ideia de que, o amor verdadeiro nem sempre se concretiza, mas se revela, com intensidade, na renúncia.
A programação completa da rádio está em:
TEXTO PUBLICADO PELA RADIO SHIGA, JAPÃO: https://www.wp.radioshiga.com/2026/03/casablanca-um-amor-em-tempo-de-guerra/
domingo, 22 de março de 2026
BERTHA LUTZ: A FORÇA DA CIÊNCIA E A VOZ DA CIDADANIA
Assista em https://youtu.be/-PiT9c8oVTM? o video completo produzido para a Educa Web Radio, cujo texto está a seguir:
Bertha Maria Júlia Lutz (1894–1976) foi uma das figuras centrais na construção do Brasil moderno e na consolidação dos direitos das mulheres.
Sua trajetória permite compreender como muitas conquistas femininas atuais tiveram origem em lutas travadas no início do século XX; apesar dos avanços, a desigualdade ainda persiste.
Nascida no Rio de Janeiro, filha de Adolfo Lutz, Bertha recebeu uma formação intelectual sólida e graduou-se em Ciências na Sorbonne, em Paris, onde entrou em contato com o pensamento feminista.
Ao retornar ao Brasil, em 1918, iniciou sua carreira científica no Instituto Oswaldo Cruz e, posteriormente, no Museu Nacional, tornando-se referência internacional no estudo de anfíbios.
Desde cedo, enfrentou barreiras institucionais: foi a segunda mulher a prestar concurso público no país, após intensa disputa para ter sua inscrição aceita.
Sua experiência no meio científico já revelava as barreiras enfrentadas pelas mulheres para acesso aos espaços de prestígio, realidade que ainda hoje se reflete na sub-representação das mulheres.
Convencida de que ciência, educação e política eram instrumentos de transformação social, Bertha ampliou sua atuação para além dos laboratórios.
Em 1922, fundou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, assumindo a liderança do movimento sufragista no Brasil. Seu empenho foi decisivo para a concessão do direito de voto às mulheres, garantido em 1932, marco fundamental da cidadania.
Em 1936, tornou-se a segunda mulher a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados, onde defendeu direitos trabalhistas, proteção à maternidade, igualdade legal e acesso das mulheres à educação.
Essas pautas permanecem atuais, especialmente diante de dados que indicam que a sobrecarga com afazeres domésticos ainda limita a participação feminina no mercado de trabalho e que a desigualdade salarial persiste, com mulheres recebendo, em média, menos que os homens.
O golpe de 1937 interrompeu sua atuação parlamentar, mas não impediu que continuasse lutando por seus ideais.
Em 1945, Bertha integrou a delegação brasileira na Conferência de San Francisco, contribuindo para a inclusão do princípio da igualdade de gênero na Carta da ONU.
Hoje, quando mulheres ainda enfrentam desigualdades em função de gênero, raça e classe social, a herança de Bertha Lutz permanece atual.
Sua história lembra que direitos não são concessões, mas conquistas permanentes, que exigem vigilância, ação coletiva e compromisso contínuo com um futuro mais justo e inclusivo.
A programação completa da rádio está em:
Link da publicação no portal da Radio Shiga, japão: https://www.wp.radioshiga.com/2026/03/bertha-lutz-a-forca-da-ciencia-e-a-voz-da-cidadania/
quinta-feira, 12 de março de 2026
A GRANDE MURALHA DA CHINA
Assista em o video https://youtu.be/XfmRSY9eMaw?si=S_aYn7-3NEj6vwYf completo produzido para a Educa Web Radio, cujo texto está a seguir:
A Grande Muralha da China é um vasto sistema de fortificações construído ao longo das fronteiras setentrionais da China antiga.
Seu objetivo principal era proteger o território contra incursões de povos nômades, além de controlar rotas comerciais e fluxos migratórios.
Muralhas isoladas construídas no século VII a.C., foram posteriormente unificadas durante a dinastia Qin, após 221 a.C., por iniciativa do imperador Qin Shihuang.
Ao longo dos séculos, diversas dinastias ampliaram e aperfeiçoaram a obra, destacando-se a dinastia Ming (1368–1644), responsável pelos trechos mais preservados.
Mais do que uma barreira militar, a muralha funcionou como corredor de transporte e sistema de vigilância.
Contava com torres de observação, quartéis, fortalezas e mecanismos de sinalização por fumaça e fogo, que permitiam comunicação rápida em caso de ameaça.
Sua extensão total alcança cerca de 21 mil quilômetros, formando um arco que vai do leste da China até regiões desérticas do oeste, atravessando montanhas e planícies.
A construção mobilizou centenas de milhares de trabalhadores, entre soldados, camponeses e prisioneiros, em condições frequentemente severas.
Apesar de sua grandiosidade, a muralha não impediu completamente invasões ao longo da história.
Com o declínio de sua função estratégica, partes significativas da estrutura foram sendo abandonadas.
No século XX, o monumento passou a ser valorizado como símbolo nacional e patrimônio cultural.
Em 1987, foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO e, em 2007, eleita uma das novas sete maravilhas do mundo.
Atualmente, é considerada uma das mais impressionantes realizações arquitetônicas da humanidade, testemunho da engenhosidade e da perseverança do povo chinês.
Em 2010, meu marido e eu estivemos lá com nossos amigos canadenses, Bob e Claire Brodie.
Posso confirmar: a grandeza daquele lugar faz qualquer um se sentir uma formiguinha e o condicionamento físico se esvair logo no primeiro quilômetro de caminhada sobre a muralha.
É de cair o queixo!
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terça-feira, 3 de março de 2026
BIOTÔNICO FONTOURA: O FORTIFICANTE QUE JÁ FOI “ESPIRITUOSO”, LITERALMENTE!!!!
Assista em https://youtu.be/KZLXzqxwxkk?si=cwh2OBdWpetBeXbL o video completo, e em https://youtube.com/shorts/qLZyB9cGqLQ?si=f0DTu_HkVsnQRGhD a forma reduzida, ambos produzidos para a Educa Web Radio, cujo texto está a seguir:
Criado em 1910 pelo farmacêutico Cândido Fontoura para fortalecer a esposa debilitada, o Biotônico Fontoura nasceu com vocação doméstica e acabou virando patrimônio afetivo nacional, até hoje firme e forte, como prometia deixar seus consumidores ao ser lançado.
Com o slogan “Ferro para o sangue e fósforo para os músculos e nervos” e o jingle inesquecível (“Bê, á, bá, … Biotônico Fontoura!”), entrou de vez na rotina das famílias brasileiras.
O nome foi sugestão de Monteiro Lobato, amigo de Fontoura e colega no jornal O Estado de S. Paulo.
Conta-se que Lobato, cansado, tomou o tônico e se sentiu revigorado e inspirado para criar o personagem Jeca Tatuzinho do Almanaque Fontoura.
O Almanaque era uma publicação promocional que ultrapassou a propaganda e virou fenômeno editorial.
Distribuído gratuitamente por décadas em farmácias e consultórios, trazia histórias, passatempos, conselhos de saúde e textos educativos.
Funcionava quase como uma pequena enciclopédia doméstica, misturando educação com estratégia publicitária; as imagens que ilustram esta postagem são de edições do Almanaque.
Seu personagem mais famoso era Jeca Tatuzinho, que aparecia fraco por causa da ancilostomose, mais conhecida como amarelão, mas, após tratamento e uma ajudinha do Biotônico, tornava-se saudável, trabalhador e rico.
Há ainda o detalhe “espirituoso”, o ingrediente secreto: até 2001, a fórmula continha 9,5% de álcool etílico.
Sim, o fortificante era animado; tanto que durante a Lei Seca nos EUA, foi exportado como medicamento e consumido legalmente.
Alguns defendem que o vigor vinha do ferro; outros desconfiam do empurrãozinho etílico.
Em 2001, a Anvisa proibiu álcool em tônicos infantis e a fórmula mudou, assim como a embalagem, modernizada em 2017.
E aqui vai um episódio pessoal: em 2003, quando cursava o terceiro ano de Letras, levei o maior vidro de Biotônico que consegui comprar, para brindar com os colegas, após um seminário sobre Lobato.
Ninguém gostou; sem os 9,5% do “ingrediente secreto”, o sabor já não agradava.
Conclusão: concordo que criança não deve ingerir álcool, mas que o sabor de infância mudou, ah, isso mudou.
A programação completa da rádio está em:
Link da publicação no portal da Radio Shiga, japão: https://www.wp.radioshiga.com/2026/03/biotonico-fontoura-o-fortificante-que-ja-foi-espirituoso-literalmente/
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
DO KASATO MARU AOS DEKASSEGUIS: MEMÓRIAS DA IMIGRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL
Assista em https://youtu.be/v-ZOR9xjgAA?si=gxfe5262aA1hLIeT o video completo, e em https://youtube.com/shorts/vo6pLcv9bd0?si=mJpzfryUkMrZOIWV a forma reduzida, ambos produzidos para a Educa Web Radio, cujo texto está a seguir:
Em 18 de junho de 1908, o porto de Santos testemunhou um encontro entre mundos.
O navio Kasato Maru atracava trazendo 781 japoneses que carregavam poucas malas, muitos sonhos e uma coragem imensa.
Começava ali uma história feita de trabalho árduo, saudade e esperança, que se tornaria parte indissociável da memória brasileira.
Entre 1908 e 1963, cerca de 242 mil japoneses cruzaram o oceano rumo ao Brasil. O auge desse movimento ocorreu entre as décadas de 1920 e 1930.
Hoje, estima-se que quase dois milhões de brasileiros sejam descendentes desses imigrantes, formando a maior comunidade de origem japonesa fora do Japão.
São os nikkeis, em sua maioria já na terceira ou quarta geração, espalhados sobretudo por São Paulo e Paraná.
A imigração nasceu da necessidade. No Japão, o excesso de população rural e a pobreza empurravam famílias para o desconhecido. No Brasil, os cafezais clamavam por braços após o fim da imigração europeia subsidiada.
O que se seguiu foram anos de trabalho pesado, contratos injustos e desafios diários.
Ainda assim, muitos resistiram. Economizaram centavo por centavo, compraram pequenos lotes de terra e fincaram raízes em solo brasileiro.
Com o passar das décadas, os filhos deixaram o campo e seguiram para as cidades. Abriram pequenos comércios, prestaram serviços, investiram na educação como herança maior. Em silêncio e disciplina, construíram trajetórias exemplares.
Já nos anos 1950, mesmo sendo uma parcela mínima da população, destacavam-se pelo alto nível de escolaridade, gerando empreendimentos de grande porte, como a Jacto, a maior empresa brasileira de equipamentos para a agricultura, inclusive com filiais no exterior.
Muitos descendentes partiram para o Japão como dekasseguis, levando consigo uma identidade dividida entre dois países.
Entre partidas e retornos, permanece a história: uma memória coletiva marcada por trabalho, dignidade e pertencimento — um elo profundo entre Brasil e Japão.
Nossa homenagem a tantas famílias japonesas, em especial à família Fujii, que hoje faz parte da nossa.
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Link da publicação no portal da Radio Shiga, japão: https://www.wp.radioshiga.com/2026/02/do-kasato-maru-aos-dekasseguis-memorias-da-imigracao-japonesa-no-brasil/
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
ALPARGATAS RODA: O CALÇADO "RAIZ"
Assista em https://youtu.be/0lx9gvbHjZ8?si=ZNY6nObCi91foene o video completo e em https://youtube.com/shorts/iklm-9iefJo?si=pg_GPAK3RkEKT5RC a versão reduzida, ambos produzidos para a Educa Web Radio, cujo texto está a seguir:
Antes que a moda inventasse o “casual chic” e os tênis prometessem performance digna de atleta olímpico para ir à padaria, o Brasil já caminhava firme e confortável com as Alpargatas Roda.
Mais do que um simples calçado, elas são um capítulo bem costurado da história industrial e cultural brasileira, símbolo de uma época em que simplicidade e durabilidade valiam mais do que slogans em inglês.
Produzidas pela então São Paulo Alpargatas, as Roda ganharam espaço a partir de meados do século XX.
O design não fazia rodeios: lona resistente, cores discretas como azul-marinho, preto ou marrom e um solado que começou em corda e depois ganhou a robustez da borracha.
Nada de firulas. Era calçar e sair andando, de preferência por muitos anos.
O sucesso vinha da versatilidade. As Alpargatas Roda serviam para o trabalho pesado, o lazer de domingo, a ida à escola e, em muitos casos, para tudo isso no mesmo dia.
Enquanto os sapatos de couro apertavam, eram caros e exigiam paciência, as Roda respeitavam o pé brasileiro e o clima tropical, permitindo ventilação e liberdade de movimento.
Eram, sem exagero, o “pau para toda obra” dos calçados.
Com o avanço do tempo, chegaram os tênis cheios de tecnologia e as sandálias de borracha que dominaram o mercado.
Aos poucos, as Roda foram saindo de cena, até se tornarem raridade. O que antes era comum virou objeto de coleção e memória afetiva, junto com o cheiro da lona nova e a fama de durar uma eternidade.
Hoje, o design da alpargata vive um revival global.
Mas quem conheceu as Alpargatas Roda sabe que nenhuma releitura moderna substitui a autenticidade de um calçado que atravessou o Brasil passo a passo, sem pressa e sem frescura.
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sábado, 7 de fevereiro de 2026
HILDEGARDA DE BINGEN E A CERVEJA
Assista em https://youtu.be/Hqckdwq-GkI?si=25zU7_NRswO8b5YL o video completo produzido para a Educa Web Radio, cujo texto está a seguir:
Santa Hildegarda de Bingen (1098–1179), foi uma das personalidades mais notáveis do século XII europeu.
Nascida na Alemanha, ingressou ainda jovem na vida monástica beneditina, vivendo em um mosteiro às margens do rio Reno.
Em uma época marcada por severas limitações ao protagonismo feminino, destacou-se como religiosa, teóloga e escritora, conquistando o respeito de autoridades religiosas e políticas, passando a ser reconhecida como conselheira e referência espiritual.
Além de sua atuação religiosa, Hildegarda foi uma estudiosa da natureza. Suas pesquisas nas áreas de botânica e medicina foram reunidas na obra Physica, na qual registrou, de forma pioneira, o uso do lúpulo como conservante e aromatizante da cerveja, apontando também suas propriedades medicinais e calmantes.
Physica foi o primeiro livro de história natural escrito na Alemanha, no qual além das propriedades do lúpulo, Hildegarda discutia também as virtudes terapêuticas de outras plantas, animais e metais.
Essa contribuição foi fundamental para a transição da primitiva cerveja para a cerveja moderna, motivo pelo qual é considerada a “padroeira do lúpulo” e lembrada no meio cervejeiro.
Hildegarda também foi compositora, poetisa e médica, deixando vasta produção artística e intelectual.
Faleceu em 17 de setembro de 1179.
Em 2012, foi proclamada Doutora da Igreja pelo Papa Bento XVI, consolidando sua atuação como elemento de ligação entre fé, ciência e cultura.
Como curiosidade, em nossa visita ao Museu da Cerveja, em Blumenau, Santa Catarina, tivemos a grata satisfação de observar uma fotografia de Hildegarda em lugar de destaque, onde é mencionada como a Padroeira do Lúpulo.
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Link da publicação no portal da Radio Shiga, japão: https://www.wp.radioshiga.com/2026/02/hildegarda-de-bingen-e-a-cerveja/
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
ESTRELA: A HISTÓRIA DA INFÂNCIA BRASILEIRA EM FORMA DE BRINQUEDO
Assista em https://www.youtube.com/watch?v=Dr9c8jpEltg o video completo e em https://youtube.com/shorts/MS-esdB0hQQ?si=4S-xd734pOrjwS4_ a versão reduzida, ambos produzidos para a Educa Web Radio, cujo texto está a seguir:
Quando lembramos da infância no Brasil, é quase impossível não associar essa memória à Estrela.
Fundada em 1937, em São Paulo, por Siegfried Adler, a empresa nasceu de forma simples, produzindo bonecas de pano e carrinhos de madeira de maneira quase artesanal.
O que começou como um pequeno negócio familiar cresceu junto com o país e se transformou em uma das maiores indústrias de brinquedos da América Latina.
A Estrela acompanhou de perto as transformações da sociedade brasileira.
Nas décadas de 1950 e 1960, passou a fabricar brinquedos de plástico e metal, refletindo os avanços tecnológicos da época.
Foi nesse período que surgiram personagens que marcaram gerações, como as bonecas Beijoca e Amiguinha, presenças constantes nas brincadeiras e no imaginário infantil, especialmente entre as meninas.
Em 1966, a empresa lançou a boneca Susi, que se tornou um verdadeiro ícone cultural, simbolizando moda, comportamento e sonhos.
Vieram ainda sucessos inesquecíveis como o Autorama, que levava a emoção das corridas para dentro de casa e jogos de tabuleiro como o Banco Imobiliário, capazes de reunir famílias inteiras ao redor da mesa.
Nos anos seguintes, brinquedos como o Falcon e os carrinhos rádio controlados reforçaram a relação afetiva entre diferentes gerações.
Ao longo do tempo, a Estrela enfrentou desafios como a concorrência internacional e a chegada dos brinquedos eletrônicos, mas soube se reinventar, apostando tanto na inovação quanto na nostalgia.
Hoje, com várias fábricas e um portfólio diversificado, a Estrela segue fiel ao seu propósito: estimular a imaginação, a criatividade e o convívio.
Sua história é, no fundo, a própria história da infância brasileira, feita de brincadeiras, afeto e lembranças que atravessam gerações.
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sábado, 24 de janeiro de 2026
MEMÓRIA E SAUDADE: 70 ANOS DA PARTIDA DA AVÓ ASSUMPTA
Hoje recordamos os 70 anos de partida da minha avó, Assumpta Elvira Possatto Panssonatto, mãe de meu pai, Arlindo Panssonatto.
Em Rafard (que na época pertencia a Capivari), enfrentou tempos difíceis até que, em 1945, a família buscou novos horizontes em Jundiaí.
Meu pai e meu avô encontraram trabalho na Companhia Mecânica e Importadora São Paulo, empresa que mais tarde faria parte da história da Sifco do Brasil.
A vida na chácara da Companhia trouxe fartura e trabalho: entre plantações e criações, minha avó ainda encontrava tempo para lavar roupas para fora.
Meu pai sempre dizia que ninguém deixava as roupas tão alvas quanto ela.
Na cozinha, era mestre; o talento para os doces, especialmente os suspiros que eu tanto gostava, foi uma herança que deixou para o meu pai.
Embora o destino a tenha levado em 24 de janeiro de 1956, quando ela tinha 54 anos, sua força e seu tempero permanecem vivos em nossas histórias.
Que hoje possamos elevar uma prece por sua alma. 🙏🙏
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
MELISSINHA: O CALÇADO QUE MARCOU ÉPOCA
Assista em https://youtu.be/9ZCzixLzxL4?si=0qOpsw7vQvc5HYom o video completo e em https://youtube.com/shorts/qEt2GU6Hrg4?si=vtQ2WABu0VrOtPlQ a versão reduzida, ambos produzidos para a Educa Web Radio, cujo texto está a seguir:
Se você foi mãe de uma menina no final na década de 1970, como eu fui, com certeza guarda no coração e no olfato a memória afetiva mais doce daquela época: o cheirinho inconfundível de chiclete que exalava das caixas das sandálias Melissinha!
Falar da Melissinha é abrir um baú de recordações coloridas e nostalgia.
Lançada pela Grendene em 1984, essa sandália de plástico não era apenas um calçado; era o passaporte para um mundo de magia.
Quem não se lembra do brilho nos olhos das pequenas ao verem os comerciais na TV?
O sucesso era tanto que dez em cada dez garotas sonhavam com o seu par. E não era para menos!
A Melissinha vinha sempre com um "plus" que fazia a alegria da criançada: as famosas pochetezinhas, os reloginhos coloridos ou aqueles estojos encantadores.
A marca dominou os anos 80 com criatividade. Em 1986, foram 13 milhões de pares vendidos, transformando as ruas em um verdadeiro desfile de moda infantil.
Mais do que um calçado, a Melissinha foi um símbolo que uniu gerações através do design e do lúdico.
Relembrar esses tempos é celebrar uma infância vibrante, cheia de acessórios divertidos e aquele plástico brilhante que, até hoje, nos faz viajar no tempo com um sorriso no rosto.
A programação completa da rádio está em:
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
TERCEIRO DOMINGO DO ADVENTO 2025
A palavra que resume este 3º Domingo do Advento é ALEGRIA, pois se aproxima o dia da vinda do Senhor! ✨
A emoção foi ainda maior com a belíssima apresentação do Coral Nossa Senhora Aparecida que trouxe beleza a nossa Santa Missa de Domingo.
Alegremo-nos no Senhor e continuemos essa caminhada de conversão à espera do menino Deus que se aproxima!
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