terça-feira, 30 de junho de 2026

54 ANOS DE LETRAS E ARTES: A TRAJETÓRIA DA AFLAJ


Assista em  https://youtu.be/3kXZtohXQqs?si=6BgbUnxNk0q2Ed8w´ o video  produzido para a Educa Web Radio, cujo texto está a seguir:  
 

Celebrando os 54 anos da Academia Feminina de Letras e Artes de Jundiaí, recordamos com orgulho que, em 8 de abril de 1972, nascia essa instituição que, ao longo de sua trajetória, consolidou-se como um relevante pilar da cultura jundiaiense.


Fruto de um sonho ousado e visionário de mulheres como Luísa da Silva Rocha Rafael, Josefina Rodrigues da Silva, carinhosamente chamada de Jorosil, Antonieta da Cunha e outras, a Academia surgiu em um contexto em que a participação feminina nos espaços culturais e literários ainda enfrentava muitos desafios.

Com coragem e determinação, suas fundadoras transformaram seus ideais em realidade, criando um espaço de valorização da produção intelectual e artística das mulheres.

Desde então, a Academia tem desempenhado um papel fundamental na promoção da literatura, das artes e da reflexão cultural, abrindo portas para escritoras, poetisas, artistas plásticas e tantas outras mulheres que encontraram ali um ambiente de incentivo e reconhecimento.

Ao longo das décadas, a instituição não apenas resistiu ao tempo, mas se fortaleceu, adaptando-se às transformações da sociedade sem perder sua essência. 

Sua atuação constante em eventos, saraus, publicações e iniciativas culturais reafirma seu compromisso com a difusão do conhecimento e com o enriquecimento da vida cultural de Jundiaí.

Celebrar esses 54 anos é reconhecer o valor da persistência, da união e da paixão pelas artes e pela palavra. É também homenagear todas as mulheres que, ao longo dessa trajetória, contribuíram para manter viva a chama acesa por suas fundadoras.

Hoje, a Academia segue cada vez mais ativa e presente, reafirmando seu papel como guardiã da cultura e como espaço de expressão, inspiração e transformação para as futuras gerações.

domingo, 21 de junho de 2026

CAMINHO DO MAR: HISTÓRIA, CULTURA E TURISMO NA SERRA DO MAR

Assista em https://youtu.be/qAhTaVY2Kfs?is=tyxve5k7GCmuk76P
 o vídeo produzido para a Educa Web Radio, cujo texto está a seguir:


A Rodovia Caminho do Mar (SP-148), popularmente chamada de Estrada Velha de Santos, guarda em seus 33 quilômetros de extensão uma história que atravessa séculos.

Ligando Santos e Cubatão a São Paulo, via Grande ABC, foi durante muito tempo a principal rota entre a Baixada Santista e a capital.

Fechada para veículos particulares desde 1985, hoje o trajeto só pode ser percorrido a pé ou em micro-ônibus da Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo, responsável pela administração do Polo Ecoturístico Caminhos do Mar.

A área reúne não apenas a rodovia, mas também a histórica Calçada do Lorena, inaugurada em 1792, que foi o primeiro caminho pavimentado que ligou São Paulo a Santos, construída a mando do então governador-geral da Capitania, Bernardo José Maria de Lorena.

São marcantes os monumentos erguidos em 1922 para celebrar o centenário da Independência, como o Pouso de Paranapiacaba, o Belvedere Circular, o Rancho da Maioridade e o Padrão do Lorena.

O Caminho do Mar nasceu das antigas trilhas indígenas que ligavam São Vicente a Piratininga; no século XVIII, a Calçada do Lorena trouxe inovação tecnológica facilitando o escoamento da produção de açúcar rumo ao Porto de Santos.

Já em 1920, a estrada foi pavimentada em concreto, tornando-se a primeira da América Latina com esse tipo de revestimento e símbolo da modernização do transporte rodoviário.

Com a inauguração da Via Anchieta (1947) e, posteriormente, da Rodovia dos Imigrantes (1976), o fluxo de veículos migrou para as novas pistas, deixando a Estrada Velha subutilizada. Reformada entre 1992 e 2004, ela se transformou em um espaço voltado ao turismo ecológico e histórico.

Além de sua relevância histórica, a estrada inspirou a canção “As Curvas da Estrada de Santos”, de Roberto Carlos. Hoje, o Caminho do Mar é mais do que uma rodovia, é um museu a céu aberto, onde natureza e memória se encontram.

Considerada um dos principais polos de turismo histórico e ecológico de São Paulo, a Estrada Velha oferece ao visitante mirantes com vistas espetaculares da Serra do Mar e da Baixada Santista.

Em cada curva, é possível reviver séculos de história e compreender por que o Caminho do Mar é muito mais do que uma estrada: é um patrimônio vivo da memória paulista.


A programação completa da rádio está em:




MARIE CURIE: A CIENTISTA QUE MUDOU A HISTÓRIA

Assista em https://youtu.be/70IKh4ktBoU?is=8BI-GGJwU7VARwRc o vídeo produzido para a Educa Web Radio, cujo texto está a seguir:


Marie Curie, nasceu em Varsóvia, Polônia, em 1867 e se tornou uma das maiores referências da ciência mundial.

Naturalizada francesa, foi pioneira nas pesquisas sobre radioatividade e a primeira pessoa a conquistar dois Prêmios Nobel em áreas distintas: Física (1903) e Química (1911).

Criada em uma família marcada por dificuldades financeiras e pelo espírito patriótico, Curie iniciou seus estudos nas raras instituições que aceitavam mulheres.

Em 1891, mudou-se para Paris, onde se formou em Física e Matemática. Lá conheceu Pierre Curie, com quem se casou em 1895 e dividiu descobertas científicas que revolucionaram o mundo.

Em 1898, o casal anunciou a descoberta de dois novos elementos químicos: polônio, batizado em homenagem à Polônia, e rádio, que se tornaria essencial na prática da medicina.

Marie foi responsável por isolar o rádio em sua forma pura em 1910, consolidando sua posição como uma das maiores cientistas da história.

Além dos Prêmios Nobel, Curie foi a primeira mulher a lecionar na Universidade de Paris e fundou dois institutos de pesquisa, em Paris e Varsóvia, que permanecem ativos até hoje.

Durante a Primeira Guerra Mundial, desenvolveu unidades móveis de radiografia, que salvaram milhares de soldados feridos.

Apesar de se tornar cidadã francesa, Marie nunca perdeu sua identidade polonesa, transmitindo a língua e a cultura às filhas.

Marie Curie é uma das maiores personalidades da ciência moderna. Sua vida dedicada ao conhecimento, marcada por descobertas que transformaram a medicina e a física, abriu caminho para gerações de mulheres e homens na pesquisa científica.

Vale lembrar que Marie Curie visitou Águas de Lindóia, interior de São Paulo, em agosto de 1926. A cientista veio ao Brasil a convite do Instituto Franco-Brasileiro e aproveitou a viagem para estudar as fontes de águas minerais radioativas locais.

Faleceu em 1934, vítima de anemia aplástica causada pela exposição prolongada à radiação e em 1995, foi a primeira mulher a ser sepultada no Panteão de Paris.

Mais do que prêmios e honrarias, sua história permanece viva nos institutos que fundou, nos avanços que possibilitou e na inspiração que continua a oferecer: a prova de que a busca incansável pelo saber pode mudar o mundo.


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sexta-feira, 12 de junho de 2026

AGATHA CHRISTIE: A RAINHA DO MISTÉRIO


Assista em https://youtu.be/xp4TZJHC6Mc?is=AftW2bxQWQzxH9tT
 o vídeo produzido para a Educa Web Radio, cujo texto está a seguir: 


Agatha Mary Clarissa Mallowan, mais conhecida como Agatha Christie, nasceu em 15 de setembro de 1890, em Torquay, Devon.

Considerada a maior escritora de romances policiais de todos os tempos, Christie deixou 66 romances de mistério e 14 coletâneas de contos, além de peças teatrais e obras sob pseudônimo, passando a ser chamada a "Rainha do Crime".

Seus personagens, como Hercule Poirot e Miss Marple, tornaram-se símbolos universais do gênero. O primeiro romance de Poirot, O Misterioso Caso de Styles (1920), marcou o início de uma carreira brilhante.

Christie também escreveu a peça A Ratoeira, estreou em Londres em 1952 e se tornou o espetáculo que mais tempo permaneceu em cartaz.

Em 1971, recebeu o título de Dame pela Rainha Elizabeth II, em reconhecimento à sua contribuição para a literatura. Estima-se que seus livros tenham vendido mais de dois bilhões de exemplares, tornando-a a autora mais vendida de todos os tempos.

Casada inicialmente com Archibald Christie, com quem teve uma filha, Agatha enfrentou um período turbulento após o divórcio e a morte da mãe, em 1926, quando desapareceu por 11 dias, episódio que ganhou manchetes internacionais.

Em 1930, casou-se com o arqueólogo Max Mallowan e passou a acompanhar escavações no Oriente Médio, experiência que inspirou várias de suas obras.

Segundo a UNESCO, Christie é a autora mais traduzida da história. Seu livro O Caso dos Dez Negrinhos, já vendeu cerca de 100 milhões de cópias, figurando entre os mais vendidos do mundo.

Em 1955, foi a primeira a receber o Prêmio Grand Master da Associação dos Escritores de Mistério da América. Décadas depois, em 2013, foi eleita a melhor escritora de crime pela Associação dos Escritores de Crime.

Com sua escrita marcada por tramas engenhosas e desfechos inesperados, ela segue conquistando leitores e espectadores em todo o mundo, reafirmando seu título de eterna Rainha do Mistério. 

Agatha manteve sua produção literária até 1974, embora os problemas de saúde já impactassem seu estilo de escrita. Pesquisas recentes sugerem que ela sofria da doença de Alzheimer ou de outra forma de demência. 

No início de 1976, faleceu de causas naturais, encerrando uma vida dedicada ao mistério e à literatura.

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