sexta-feira, 24 de julho de 2026

PROJETO “ENXERGANDO O FUTURO” AMPLIA ALFABETIZAÇÃO EM BRAILLE NO BRASIL


Assista em https://youtu.be/f5VRBVHg_08?is=MDGBO5RHKmYuwBF4 o vídeo produzido para a Educa Web Radio, cujo texto está a seguir:



O Projeto “Enxergando o Futuro” foi idealizado pela empresária Daniela Reis Frontera, de Duartina, SP e nasceu da experiência pessoal da fundadora, diagnosticada aos 23 anos com Retinose Pigmentar, doença degenerativa que compromete a visão.

Diante da dificuldade em encontrar profissionais para aprender Braille, Daniela decidiu criar uma metodologia voltada à inclusão de pessoas com baixa visão ou cegueira total.

O projeto começou com aulas presenciais e rapidamente se expandiu para uma plataforma digital gratuita e acessível, que hoje reúne alunos em praticamente todos os estados do Brasil e também no exterior.

A metodologia combina recursos digitais, materiais recicláveis e acompanhamento de voluntários, permitindo que deficientes visuais aprendam passo a passo a ler e escrever em Braille.

Com mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual no país, a iniciativa busca democratizar o acesso à alfabetização e depende de doações de pessoas e empresas para manter suas atividades.

Para saber mais entre em contato com Daniela pelo WhatsApp: 14 99740-8217 e visite o site https://enxergandoofuturo.com.br/



A programação completa da rádio está em:








domingo, 19 de julho de 2026

ANÁLIA FRANCO: A EDUCADORA QUE TRANSFORMOU O BRASIL

Assista em https://youtu.be/eYgs2BdxLFA?is=tjHQSzQKfQ2osKPo vídeo produzido para a Educa Web Radio, cujo texto está a seguir:


Poucas figuras na história brasileira tiveram impacto tão profundo na educação e na assistência social quanto Anália Emília Franco Bastos. 

Nascida em Resende em 1853 foi professora, jornalista, poetisa, escritora e filantropa, dedicando sua vida a causas ousadas e transformadoras.

Durante seus 62 anos, fundou mais de 70 escolas, 23 asilos para órfãos, além de albergues, colônias regeneradoras para mulheres, grupos artísticos e oficinas profissionalizantes. Sua atuação se espalhou por 24 cidades, sempre com foco na inclusão social e na educação popular.

Em São Paulo, criou em 1901 a Associação Feminina Beneficente e Instrutiva (AFBI), referência no apoio a mulheres e crianças, cujo prédio é hoje tombado pelo patrimônio histórico.

O marco inicial de sua trajetória foi a Lei do Ventre Livre (1871), que libertava filhos de mulheres escravizadas, mas os deixava vulneráveis.

Anália reagiu criando a Casa Maternal em Jacareí, onde acolhia crianças sem distinção racial. Expulsa da cidade por sua postura inclusiva, mudou-se para São Paulo e ampliou sua rede de escolas com apoio de abolicionistas e republicanos.

Além da ação social, foi ativa na literatura e no jornalismo. Publicou romances como A Égide Materna, peças teatrais e poesias. Criou o periódico Álbum das Meninas (1898), que deu voz às jovens carentes, incentivando leitura e educação feminina.

Em 1911, fundou a Colônia Regeneradora D. Romualdo, voltada a mulheres marginalizadas, e o Liceu Feminino, para formar professoras.

Sua visão pioneira defendia que meninas tivessem acesso à instrução completa, abrindo caminho para a profissionalização e autonomia feminina.

Anália Franco inspirou a fundação em Jundiaí do Lar Anália Franco, que acolhe crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, perpetuando sua missão de oferecer educação e oportunidade de futuro.

Anália Franco morreu em 1919, vítima da gripe espanhola, deixando uma história de amor à educação que rompeu barreiras de gênero, raça e classe.


A programação completa da rádio está em: