Em 1973, São Paulo vivia tempos mais tranquilos, o tempo parecia caminhar com suavidade e as descobertas tinham um encanto especial. Foi nesse cenário que, em uma sexta-feira, 27 de julho, nasceu na Barra Funda um lugar destinado a marcar gerações: o Playcenter.
A história, no entanto, começara um pouco antes. Em 1971, o empresário Marcelo Gutglas trouxe ao Brasil os Fliperamas, que eram máquinas de jogos eletrônicos, uma novidade que logo conquistou crianças e adultos com suas luzes e sons envolventes.
O sucesso levou a algo maior e ele veio com a inauguração do Playcenter, que rapidamente se tornou um universo de alegria.
Ali, cada atração guardava uma emoção: o frio na barriga da montanha-russa, o mistério do Castelo Mal Assombrado, a vista encantadora da roda-gigante.
As excursões chegavam animadas, o “Passaporte da Alegria” era motivo de orgulho, e o carimbo no braço virava lembrança preciosa.
Entre tantas recordações, há também as mais íntimas. Nossas idas ao Playcenter eram verdadeiros encontros de família e vizinhos. Íamos em vários carros, com cerca de 10 de crianças e 4 mães.
No estacionamento, abríamos o porta-malas, estendíamos uma toalha e compartilhávamos guloseimas preparadas com carinho.
As crianças entravam no Parque bem alimentadas, usando bonés de cores vivas que nos permitiam identificá-las lá do alto da roda-gigante.
Combinávamos pontos de encontro e, ao final do dia, reuníamo-nos novamente para um último lanche.
Voltávamos para casa cansados, mas profundamente felizes. E assim, entre risos e memórias, o Playcenter permanece vivo dentro de nós.
Para encerrar, um dado curioso: desde a sua inauguração até o fechamento, em 29 de julho de 2012, o parque recebeu mais de 60 milhões de visitantes, número que corresponde a pouco mais de um quarto da população brasileira na atualidade.
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