Assista em https://youtu.be/Blr3GKbovEc?is=wxr7j7JPPLkL24g3 o vídeo produzido para a Educa Web Radio, cujo texto está a seguir:
No início do século XX, a tuberculose era um grande problema de saúde pública em todo o mundo.
No Brasil, as taxas de mortalidade pela doença eram altas e os diagnósticos tardios comprometiam qualquer tentativa de tratamento.
Foi nesse contexto que o médico paulista Manoel Dias de Abreu revolucionou a medicina ao inventar, em 1936, a abreugrafia.
Até então, as radiografias, que podiam levar ao diagnostico precoce e aumentar as possibilidades de cura eram caras, o que tornava inviáveis as triagens em larga escala.
Abreu concebeu um sistema que consistia em fotografar, com câmeras portáteis e filmes de baixo custo, a imagem formada pela passagem dos raios-X em uma tela fluorescente, gerando uma imagem em tamanho pequeno, mas que permitia identificar a doença em seu início. O método era cerca de 100 vezes mais barato que a radiografia convencional.
Isso permitiu a criação de unidades móveis e campanhas de triagem em massa, não só no Brasil mas outros em países, salvando milhares de vidas.
O impacto internacional da invenção rendeu a Manoel de Abreu três indicações ao Prêmio Nobel, nos anos de 1946, 1951 e 1953.
Com a drástica queda nos índices da doença, causada pelo uso da abreugrafia e novas drogas, as campanhas de exames em massa foram descontinuadas na década de 1970.
Hoje, o diagnóstico da tuberculose é feito prioritariamente por meio de exames de escarro.
Ainda assim, a contribuição histórica de Abreu permanece viva; no Brasil, o Dia Nacional da Abreugrafia é celebrado em 4 de janeiro, data de nascimento do médico que transformou o combate a uma das doenças mais letais da história e colocou a ciência brasileira em destaque global.
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